Interview | Katia Sá: “As revistas científicas são um importante instrumento de comunicação científica na contemporaneidade.”

The BAHIANA Journals webportal spoke with the scientific editor of the Journal of Physiotherapy Research (JPR) and coordinator of the Scientific Communications Unit, Prof. Katia Sá, on the trajectory of the scientific journals of BAHIANA – School of Medicine and Public Health. According to her, the titles have undergone significant improvements, but there are still some challenges to be overcome, such as to make them  more known in their academic fields of expertise (text in Brazilian Portuguese).

 

Bahiana Journals – Como avalia o caminhar das revistas científicas da Escola Bahiana de Medicina e Saúde Pública? Quais etapas foram pontuais para chegarmos ao atual estágio de qualidade dos periódicos?

Katia Sá – As revistas científicas são um importante instrumento de comunicação científica na contemporaneidade.  O artigo científico tornou-se o principal meio de comunicação entre pesquisadores, por ser mais atualizado, por passar pelo crivo de avaliadores que desconhecem a autoria e, portanto, podem ser livres de conflitos de interesse e, também, pelo alcance universal.

O portal de periódicos da Bahiana tem apenas cinco anos e algumas vêm alcançando indicadores compatíveis com os critérios para indexação em bases internacionais.

Para alcançar isso, primeiro tivemos que nos apropriar dos critérios adotados por todos os órgãos de apoio ao desenvolvimento da comunicação e informação científica, de dominar as ferramentas de editoração eletrônica, de capacitar os editores e os revisores e de divulgar as revistas em um mercado tão competitivo como esse.  Existem muitas revistas “predadoras” que querem apenas ganhar dinheiro e não se interessam pela verdadeira ciência.

 

BJ  – Quais são os principais critérios editoriais adotados pelos periódicos da Bahiana para a publicação dos artigos?

Katia Sá – Integridade científica (comprovante de submissão a comitês de ética, registro de ensaios clínicos e aplicação de software de identificação de plágio científico); fidelidade às Recomendações de Qualidade e Transparência das Pesquisas em Saúde preconizadas pelo EQUATOR e OPAS (especialmente da avaliação cega por pares, de aplicação dos guidelines para detalhamento dos processos metodológicos adotados);  formação continuada oferecida pela Associação Brasileira de Editores Científicos (ABEC) para os editores científicos.

 

BJ – Quais as próximas etapas que precisam ser completadas para que os nossos periódicos atinjam indicadores internacionais?

Katia Sá – Precisamos que pesquisadores brasileiros conheçam nossas revistas científicas, pois, ao lerem os artigos, poderão observar o rigor científico com que temos conduzido nossos processos de avaliação e a qualidade da informação que temos disponibilizado gratuitamente a todos os pesquisadores do mundo. Poderão também perceber que têm mais um meio confiável para comunicar os resultados de estudos científicos com padrão internacional e sem custos para submissões, o que é raro nos dias atuais.

 

BJ  – Quais são as maiores barreiras para atingir essa meta?

Katia Sá – Ganhar a confiança dos pesquisadores, especialmente de docentes que estão inseridos em programas de mestrado e doutorado que têm metas de publicar em revistas bem estratificadas no Webqualis; atrair cientistas mundiais para publicação de seus artigos; atingir indicadores para indexação no SciELO/Pubmed.

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