Síndrome pós-cuidados intensivos em adultos: percepções e práticas de profissionais de saúde em unidades de terapia intensiva na América Latina
DOI:
https://doi.org/10.17267/2238-2704rpf.2026.e6725Palavras-chave:
Unidades de Terapia Intensiva, Pessoal de Saúde, Atitude do Pessoal de Saúde, Inquéritos e QuestionáriosResumo
OBJETIVO: Explorar as percepções e as práticas relacionadas à síndrome pós-cuidados intensivos entre profissionais de saúde que atuam no cuidado de pacientes em unidades de terapia intensiva na América Latina. MÉTODOS: Trata-se de um estudo observacional transversal realizado com profissionais de saúde atuantes em unidades de terapia intensiva de 13 países da América Latina. Os dados foram coletados de forma anônima por meio da aplicação de um questionário validado, distribuído por plataformas digitais e redes profissionais, e analisados por abordagens descritivas e comparativas. As principais variáveis de interesse incluíram o reconhecimento do impacto da síndrome pós-cuidados intensivos, o uso de instrumentos de avaliação e a relação entre formação especializada e reconhecimento percebido. RESULTADOS: Obteve-se uma taxa de resposta de 61,9%, totalizando 499 profissionais de saúde. No total, 73,7% dos participantes relataram reconhecer o impacto da síndrome pós-cuidados intensivos, com maiores proporções entre intensivistas (83,8%) e fisioterapeutas (81,9%). Apenas 51,3% relataram utilizar instrumentos para avaliar sequelas pós-UTI. Foram observadas diferenças estatisticamente significativas entre profissionais com e sem formação especializada, tanto no reconhecimento do impacto da síndrome pós-cuidados intensivos (80,4% vs. 56,2%; p < 0,05) quanto no uso de instrumentos para avaliar a funcionalidade física na alta da UTI (40,9% vs. 22,6%; p < 0,05). CONCLUSÃO: Este estudo exploratório identificou uma lacuna entre o reconhecimento percebido e o uso de instrumentos para a avaliação da síndrome pós-cuidados intensivos entre profissionais de UTI na América Latina. Os achados sugerem variabilidade na formação especializada e nas práticas clínicas entre países e categorias profissionais, indicando o valor deste estudo como referência para pesquisas futuras na região.
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