O CORPO COMO RESPOSTA À INVOCAÇÃO DA MÃE

Autores

  • Inês Catão Pós-doutora em psicopatologia clínica pela Universidade de Nice Sophia Antipolis (Nice, França); psiquiatra infantil e psicanalista COMPP (SESDF) – Centro de Orientação Médicopsicopedagógico, Brasília, DF HCB – Hospital da Criança de Brasília, Brasília, DF

DOI:

https://doi.org/10.17267/2317-3394rpds.v4i1.665

Palavras-chave:

Psicanálise, Corpo, Voz, Autismo, Intervenção precoce

Resumo

Afirmar a diferença entre corpo e organismo continua sendo mais que nunca necessário. Para a psicanálise, a passagem de organismo a corpo resulta do enlaçamento do registro simbólico com o registro real. Se considerarmos a transgeracionalidade do significante, seremos obrigados a considerar que o bebê sofre a influência do campo da linguagem desde antes do seu nascimento. Este fato não é sem consequências para sua vida, ao contrário, nem para a fisiologia de seu corpo e seus modos de adoecimento. Eis porque estes últimos devem ser considerados também em sua dimensão simbólica. A constituição do corpo depende do laço com o Outro. O nascimento do ser humano não começa nem termina com o seu nascimento biológico. Ele é o resultado das marcas deixadas pela linguagem do Outro sobre o organismo. É a razão pela qual, em psicanálise, dizemos corpolinguagem, em uma só palavra, em lugar de dizer corpo ou organismo. No presente artigo retomamos as operações de incorporação do significante pelo viés do objeto voz. Propomos que apenas o manejo clínico da pulsão e de seus circuitos possibilita uma mudança durável na condição psicopatológica, incluindo o autismo.

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Biografia do Autor

  • Inês Catão, Pós-doutora em psicopatologia clínica pela Universidade de Nice Sophia Antipolis (Nice, França); psiquiatra infantil e psicanalista COMPP (SESDF) – Centro de Orientação Médicopsicopedagógico, Brasília, DF HCB – Hospital da Criança de Brasília, Brasília, DF
    médica (UFRJ, 1981), psquiatra infantil do COMPP/SESDF e do HCB - Hospital da Criança de Brasília,psicanalista membro Escola Letra Freudiana (RJ), pós-doutora em psicopatologia clínica UNICE (Nice, França), co-coordenadora em Brasília da pesquisa PREAUT BRASIL, autora do livro "O bebê nasce pela boca: voz, sujeito e clínica do autismo (SP: Instituto Langage) e de numerosos artigos publicados em revistas e livros especializados no Brasil e na França

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Publicado

26.01.2016

Edição

Seção

Estudos Teóricos

Como Citar

O CORPO COMO RESPOSTA À INVOCAÇÃO DA MÃE. (2016). Revista Psicologia, Diversidade E Saúde, 4(1). https://doi.org/10.17267/2317-3394rpds.v4i1.665

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