Construção de itinerário para a realização de Acompanhamento Terapêutico (AT) no Centro de Atenção Psicossocial II de Vitória da Conquista: aspectos logísticos e subjetivos

Autores

DOI:

https://doi.org/10.17267/2317-3394rpds.2026.e6443

Palavras-chave:

Itinerário Terapêutico, Saúde Mental, Psicologia Ambiental

Resumo

INTRODUÇÃO: Ao averiguar a impossibilidade de compreender o sujeito sem considerar as múltiplas interações feitas nas esferas em que está inserido, torna-se fundamental reconhecer o ambiente como objeto de investigação, reflexão e, quando pertinente, restauração e transformação. Assim, compreendendo ser o ambiente um local capaz de transformar significados em sentidos, a realização de Acompanhamento Terapêutico (AT) surge como uma proposta viável para desenvolvimento e aperfeiçoamento do processo terapêutico. OBJETIVO: O presente trabalho tem como objetivo apresentar os atributos da ambiência presentes em itinerários urbanos que podem influenciar o desenvolvimento do AT a partir de um Centro de Atenção Psicossocial II (CAPS II) na cidade de Vitória da Conquista, localizada no estado da Bahia. MÉTODOS: Foi adotada uma abordagem multimetodológica que combinou observação direta e indireta do ambiente, com o objetivo de mapear atributos e construir itinerários aprazíveis. RESULTADOS: Os resultados evidenciaram um déficit de ambientes restauradores no território urbano analisado, indicando limitações da ambiência para o desenvolvimento do AT. Foi possível identificar e avaliar padrões da ambiência como passíveis ou não para a inserção no trajeto do Acompanhamento Terapêutico. DISCUSSÃO: O território, enquanto construção social e simbólica, influencia as possibilidades de circulação e apropriação dos sujeitos, sendo impactado por dinâmicas urbanas como insegurança e sobrecarga sensorial, que restringem o potencial terapêutico das intervenções. CONCLUSÃO: Ambientes que transparecem acolhimento, bem-estar e calmaria mostraram-se limitados, o que aponta para a necessidade de problematizar a relação entre a localização geográfica do CAPS e as condições ambientais do território em que está inserido. Além disso, aspectos subjetivos emergem como elementos centrais na construção e adaptação dos itinerários terapêuticos, devendo ser consideradas as demandas dos usuários e as condições concretas de viabilidade do território.

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Publicado

10.06.2026

Edição

Seção

Artigos Originais

Como Citar

Melo, L. S., da Silveira, B. B., & Neves, I. P. (2026). Construção de itinerário para a realização de Acompanhamento Terapêutico (AT) no Centro de Atenção Psicossocial II de Vitória da Conquista: aspectos logísticos e subjetivos. Revista Psicologia, Diversidade E Saúde, 15, e6443. https://doi.org/10.17267/2317-3394rpds.2026.e6443